terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Adega Miolo


Adega Miolo Bento Gonçalves RS

 Foto: Carlos Cunha

Foto: Carlos cunha

Adega muito bonita e num lugar maravilhoso.
Já visitei várias adegas tanto no Brasil como na Europa, mas esta adega é fantástica.


Vamos falar de seus vinhos e suas espumantes:

Miolo Lote 43 

Foto: Carlos Cunha


Miolo Lote 43 – Vinho ícone da empresa. É uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família. O vinho leva o nome da terra recebida pelo imigrante na época. Sua elaboração adapta o conceito do "cru", que se refere ao pedaço especial de terra cultivada com um vinhedo dentro de uma área de denominação de origem controlada. Elaborado somente em safras excepcionais, é um corte de Merlot e Cabernet Sauvignon, reunidos em um corte harmônico selecionado pelo enólogo da família, Adriano Miolo. É um vinho que apresenta características próprias para o envelhecimento e possui estrutura suficiente para suportar muitos anos de garrafa. Apresenta um ótimo volume na boca, uma sensação de untuosidade que denota bem seu corpo, com taninos agradáveis e maduros e uma persistência marcante no final-de-boca.
Merlot Terroir Este vinho apresenta-se bem estruturado, com grande volume de boca, com taninos elegantes e aveludados, denotando uma ótima maturação da uva.

Foto: Carlos Cunha

Vinho tinto de guarda elaborado com uvas Touriga Nacional e Tinta Roriz cultivadas em vinhedos próprios localizados na região da Campanha Gaúcha. Vinho de elevada tipicidade aromática e gustativa, com estrutura para suportar muitos anos de envelhecimento.


Foto: Carlos Cunha

O Miolo Millésime é um espumante produzido pelo método tradicional, somente em safras excepcionais com uvas de Chardonnay e Pinot Noir, cultivadas nos vinhedos da família Miolo em São Gabriel, município de Garibaldi, região que dá origem a um dos melhores espumantes do Brasil.


Interior da Adega

 Foto: Carlos Cunha

Foto: Carlos Cunha

Safra 1995
Foto: Carlos Cunha


Realmente vale a pena conhecer esta adega, seus vinhos e espumantes.
O Brasil tem ótimos vinhos na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense, culturalmente não temos o hábito de tomar vinho devido o nosso clima, mas com o passar dos anos estamos crescendo muito nesta área.
Antigamente tomar vinho era para uma classe mais elevada e culta da sociedade, mas hoje temos vinhos acessíveis a todas as classes.
O que nos falta é conhecer e entender esta maravilhosa bebida, é por isso que quero dividir com todos vocês um pouco desta minha paixão.

Texto: Carlos Cunha.

Como Escolher um Vinho

  Como Escolher um Vinho

Uma taça na mão, uma conversa agradável, um vinho de qualidade. Com a chegada do inverno, começa, também, uma ótima temporada para apreciar a bebida dos deuses. Mas, diante de uma prateleira com infindáveis rótulos, nacionais e importados, não é tarefa simples selecionar o melhor para cada ocasião. Marca, época, tipo de uva, tudo deve ser levado em conta. A missão, no entanto, não é tão difícil quanto parece.
Em apenas 15 passos, é possível ter uma noção básica e começar a entender um pouco dos mistérios que envolvem o vinho. "A melhor forma de começar a entender sobre vinhos é degustando. Cada um tem um paladar e cada pessoa tem um gosto diferente. O melhor vinho não é o mais caro, mas aquele que mais te agradou", orienta o enólogo e professor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Célio Alzer.
O gerente comercial de uma importadora de vinhos, Charlston Dalmonico, concorda: é possível degustar bons produtos sem gastar muito. "A média de preços para quem é iniciante no assunto é de até R$70. Só depois você vai evoluindo, à medida que o seu orçamento permite avançar", detalha.
Confira os 15 passos sugeridos pelos dois:

1 - Para começo de conversa, beba!

O primeiro passo para começar a entender o vasto mundo do vinho é, efetivamente, experimentando. Procurar vinhos de países diferentes, safras diferentes, e trabalhar a identificação dos mais adocidados, os mais ácidos. É você quem faz a sua referência. O importante é ousar, garante o enólogo Célio Alzer.

"Não tenha medo de comprar um vinho. Hoje há diversos vinhos de preços bastante acessíveis. É chegar na loja ou no supermercado e arriscar. Comprar uma garrafa, levar para casa, provar e ir formando o seu acervo pessoal, de acordo com as diferenças que você sentir em cada um", sugere.

2 – Vasculhe o assunto

Livros, enciclopédias, coletâneas. O que não falta nas livrarias são materiais de pesquisa sobre vinhos. O material didático é um importante contribuinte para quem deseja começar a entender o universo do vinho. E para os conectados, é ainda mais fácil.

"Não só os livros são fontes de pesquisa, como também há informações na internet, que hoje também tem materiais bastante acessíveis. E quando começa a ler, você vai descobrindo que cada variedade de uva tem as suas peculiaridades, os seus aromas, as suas diferenças. E aí, mais uma vez, você vai formar aos poucos um acervo de informações", indica.
Vinhos
3 – Busque os profissionais do ramo

A terceira principal dica para conhecer o vinho a fundo, segundo Célio Alzer, é voltar aos estudos. "Por exemplo na Associação Brasileira de Sommeliers (ABS). Ela existe em vários lugares no Brasil. No Rio de Janeiro, em São Paulo, Vitória, Minas Gerais. Isso auxilia muito, pois são aulas que ensinam absolutamente tudo sobre vinho".

4 - Inexperiência não deve gerar timidez

Uma regra é clara para qualquer assunto: só se aprende errando. Para quem pretende entender mais sobre vinhos é exatamente assim. Mesmo sem conhecer as diferenças entre cada tipo de uva, por exemplo, é possível e prazeroso testar o chutômetro. "Nem por isso deixa de ser prazeroso, mesmo antes de ter conhecimento maior, provar um vinho. É claro que, de vez em quando, você vai encontrar um que não te agradou".

Mas mesmo que você não saiba o motivo de não ter se adaptado àquele vinho, a dúvida será só mais um motivo para buscar as informações necessárias. "Talvez você não saiba nem o motivo de não ter gostado. Aí no futuro vai saber que o álcool estava desequilibrado em relação à acidez, que o vinho estava muito duro, por exemplo. De qualquer maneira não deixará de ser prazeroso fazer essas experiências todas", tranquiliza o enólogo.

5 - Comece pelo quintal de casa

Não é preciso ir buscar o vinho do país mais distante para encontrar um bom produto. Pelo contrário. A recomendação para quem ainda está iniciando a fase de adaptação com os vinhos é exatamente com os rótulos de perto. "Eu diria que você deve começar pelos vinhos do Novo Mundo. Eles, geralmente argentinos e chilenos, são mais simples, com abordagens mais fáceis do que os europeus, que são muito complexos".

Célio Alzer lembra que há um costume do brasileiro de correr à prateleira dos vinhos tintos, perdendo uma boa oportunidade de conhecer vinhos brancos de alta qualidade. "Não deixe de provar os vinhos brancos. Há uma tendência de as pessoas se dirigem sempre ao tinto, como se ele fosse "o bom vinho". Isso não é verdade. Existem brancos que são muito bons".

6 - Branco x Tinto

Por falar na queda de braço na hora de escolher o vinho ideal para cada ocasião e clima, se deve ser o branco ou o tinto, a resposta é simples e objetiva. "Os brancos são mais refrescantes, mais agradáveis para uma época mais quente. E os tintos são ótimos para a refeição, e em geral funcionam muito bem com pratos mais marcantes e em climas mais amenos".

7 - Validade

Validade não é um termo utilizado no vocabulário dos enólogos. Mas para facilitar o entendimento sobre a eterna dúvida "O melhor vinho é o novo ou o mais antigo?", Célio Alzer diz que não há uma regra a ser seguida. Os métodos de fabricação e envelhecimento dependem de cada país. Essa é uma das vantagens que os vinhos do Novo Mundo – leia-se Brasil, Argentina e Chile – levam sobre os vinhos europeus, por exemplo.

"Em geral o Malbec argentino, com três anos de idade, em média, já está perfeito para beber com essa idade. Já um vinho europeu do mesmo estilo, para se ter uma ideia, levaria pelo menos cinco ou seis anos para ser abordado", pontua.

8 - Confraria é uma boa saída

Reunir amigos é sempre um bom programa. Boas conversas, assuntos interessantes. Que tal conciliar isso tudo com um bom vinho? Para que o orçamento não fique apertado, as confrarias são uma saída interessante. Além disso, a troca de experiências também é interessante.

"É a melhor maneira de conseguir entender um pouco mais de vinho. Às vezes, em uma loja, um vendedor te indica um vinho de R$ 150, por exemplo. Provavelmente o vinho será bom. Mas não quer dizer que você vai gostar daquele vinho. Chame os amigos, divida uma garrafa, divida a despesa e descubra o que você gosta de uma forma mais em conta".

9 - Ser infiel é permitido

Entre os entendedores e apreciadores de vinho, a fidelidade nem sempre está em alta. No bom sentido, é claro. Depois de começar a provar alguns rótulos mais adocicados, não há problema nenhum procurar outras marcas, outros tipos de uva ou qualquer variação. A dica é do gerente comercial de importadora de vinho, Charlston Dalmonico.

"Tendo um pouco de conhecimento, você vai querer conhecer coisas novas. Produtor novo, país novo, uvas diferentes. Isso acaba acontecendo naturalmente. No vinho o apreciador não pode ser fiel a um único rótulo. São mais de 200 mil rótulos no mundo inteiro. Buscar novos vinhos é sempre importante".
Vinhos
Vinhos: Conforme o preço sobe, mudam também os aromas e o paladar
10 - A evolução do vinho

Um vinho Cabernet Sauvignon, que custa R$ 40, por exemplo, é fácil de beber e bastante equilibrado na boca. Mas quando você bebe, ele tem um nível de intensidade aromática e na boca ele tem um nível de persistência, que é o tempo que o sabor permanece na boca depois que você bebe o vinho. "O sabor fica na boca por cerca de 3 segundos. Quanto mais caro o vinho, ele vai agregando alguns valores. O vinho vai agregando aroma de tostado, de especiarias ou de diversas outras camadas", lembra Charlston Dalmonico. Conforme o preço sobe, mudam os aromas e o paladar.

11 – Vinhos daqui não são inferiores

Aquela mania que diz que "tudo o que é nosso não presta" deve ser deixada de lado, quando o assunto é vinho. A garantia é do enólogo Célio Alzer. O Brasil tem vinhos muito bons e a Europa também produz rótulos nada chamativos.

"É uma tendência valorizar o que é importado. Mas é muito comum você ter um vinho brasileiro, argentino ou chileno de qualidade superior a um produto francês ou português. Não basta ser europeu ou de um país tradicionalmente produtor para ser bom. Eles têm muito vinho “xumbrega” lá também".

12 – Preço não é parâmetro para qualidade

Se você ainda não é um especialista em vinhos, não é necessário começar as degustações com rótulos acima de R$ 150, por exemplo, acreditando estar começando com o pé direito. Tudo é questão de adaptação, garantem os especialistas. O valor, no final das contas, não é a chancela da qualidade de um vinho.

"É um primeiro parâmetro, apenas. Certamente quando um vinho custa cerca de R$ 20 e há outro que custa R$ 100, em princípio a diferença está na melhor produção, no uso de material mais complexo. Mas falando de vinhos do dia a dia, hoje se encontra coisa muito boa na faixa de R$ 30 a R$ 40, o que é perfeitamente acessível a qualquer público", sugere o enólogo.

13 – Uma boa forma de começar a provar vinhos

Uma boa maneira de ir experimentando as diferenças entre os diversos tipos de vinho é comprar sempre levando em conta algum tipo de variação. As variedades de uva, por exemplo, são um bom começo. Esse é um dos melhores traçados didáticos para provar vinhos, aposta Célio Alzer. "Nas uvas brancas: as Chardonnay, Sauvignon Blanc, Viognier, Moscatel. Nos tintos, trace um programa, começando pela Merlot, Cabernet Sauvignon, Shiraz, pelo Malbec. E assim ir sentindo as diferenças".

14 - Comece pelos novos

Assim como vinhos mais caros não são a garantia de que você vai se adaptar aos aromas sofisticados, os vinhos mais antigos também podem não te agradar. No começo, é interessante degustar safras mais recentes. "É bom não se arriscar no início com safras muito antigas. Procure começar com safras mais recentes, de três a cinco anos de idade, até se sentir seguro para avançar no tempo".

15 - Atenção aos arremates

Dois fatores são importantes quando você compra um vinho para tomar em casa. Uma delas é a escolha da taça, que deve ser de qualidade. Essa escolha tem bastante influência na expressividade da bebida. Outra questão é o armazenamento, que também pode variar o sabor final.

"Que compre taças de qualidade. Não precisa ser muito sofisticada, mas certamente uma taça de cristal. Do tipo menor para os brancos, um pouco maior para os tintos e uma taça para espumantes. É o suficiente. E outro fator: se não comprar vinho para uso imediato, tenha uma adega climatizada. Ela garante uma conservação ideal".
Fonte: Leonardo Soares


As Taças 


Foto: Carlos Cunha 


Foto: Carlos Cunha

Sabemos então, que a degustação é dividida em 3 etapas: visual, olfativa e gustativa.


Em etapas separadas e sequenciais, que estimulam os sentidos visual, olfativo e gustativo de quem bebe o vinho. A degustação consiste em provar um pouco de vinho sem saber a marca,com muita atenção, e dizer se gostou (ou não) e por que gostou (ou não). Essa não é uma atividade exclusiva dos entendedores do assunto. E, segundo enólogos, pode ser feita por qualquer interessado.

Etapas da degustação devem ser feitas na ordem certa

A taça precisa ter um formato padronizado e, desde a primeira etapa, deve ser segurada pela base ou pela haste para a bebida não esquentar. 
1.A primeira etapa consiste em olhar o vinho, já na taça, contra um fundo branco e analisar a intensidade de cor, a tonalidade e a transparência do líquido. É importante checar ainda se não há nenhuma partícula nadando nele. Tudo isso para preparar o paladar. Por exemplo: se o líquido é visivelmente mais grosso (não muito transparente), você já pode esperar por um vinho mais “encorpado”
2. Em seguida, é preciso agitar o vinho na taça, colocar o nariz na boca do copo e cheirar fundo! Com a evaporação, aromas diferentes da uva podem ser percebidos. Há quem diga que sente cheiro de cereja, amora e rosa ou aromas mais estranhos, como couro, tabaco e até bacon defumado. Mais uma etapa que serve para imaginar o que vem a seguir
3.Finalmente, é hora de cair de boca. Ao beber, o degustador deve manter o vinho na boca por cerca de 15 segundos para que as diferentes regiões da bochecha e da língua possam curtir a bebida – e identificar as distintas sensações, como doce, salgado, ácido e amargo. Depois, repete-se a dose. É só nesse momento que as percepções anteriores são confirmadas
4.Após saborear e decidir se gostou, é importante repassar essa informação para alguém, numa conversa entre amigos ou em algum concurso promovido por instituições como a Associação Brasileira de Enologia. O parecer mais completo e técnico é feito com notas de zero a 100 em uma ficha com mais de dez quesitos, e que inclui uma explicação final das sensações obtidas na degustação
PEQUENOS GOLES
Duas dicas (e um recorde) sobre o curioso universo da enologia
Pronto para outra
No intervalo entre a degustação de cada taça, é legal comer um pedaço de pão e tomar um pouco de água mineral para limpar o paladar
Bota pra fora
Numa degustação completa, deve-se beber até esvaziar a taça. Por isso, há quem cuspa o vinho, para não ficar bêbado após “enxugar” várias taças
Recorde etílico
A maior degustação foi feita na Bélgica, em maio deste ano: 1.692 pessoas tomaram cerca de 1.150 garrafas de vinho e 3 mil litros de água
ADEGA COMPLETA
Há várias formas de classificação, que variam conforme a região e as matérias-primas da fabricação
Os vinhos do Velho Mundo (Europa) têm nomes próprios, geralmente derivados da região na qual são fabricados: Chablis, Châteauneuf-du-Pape, Corton Charlemagne, Champagne e Montrachet. Já os do Novo Mundo (Austrália, EUA, Argentina, Chile e África do Sul) seguem outra divisão:
Por tipo
Tranquilo (sem gás), frisante (pouco gás) ou espumante (muito gás)
Por teor de açúcar
Seco (com pouco açúcar), meio-seco (com açúcar moderado) ou suave (com mais açúcar)
Por classe
Branco (feito com uvas brancas, sem a casca), tinto (com uvas tintas ou pretas, com a casca) ou rosê (com a mistura de uvas brancas e tintas)
Por uvas famosas
Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenère, Chardonnay*, Gamai, Malbec, Merlot, Moscato*, Pinotage, Pinot Noir, Prosecco*, Sauvignon Blanc*, Syrah, Tannat
NA PONTA DA LÍNGUA
Cada região do órgão percebe com mais intensidade uma sensação diferente
Ponta
Doce
Laterais e bochecha
Ácido
Superfície
Tanino ou adstringência – é onde sentimos aquela sensação de amarrar a boca, como quando comemos banana verde
Fundo
Amargo
FONTES Juliano Perin, diretor de degustação da Associação Brasileira de Enologia; José Luiz Pagliari.

Conhecendo as Castas

Conhecendo as Castas ( Uvas )

Tipos de Uvas ­­

A classificação das variedades de uvas (Embrapa Uva e Vinho) se dá conforme a  origem:  americana (vitis lambrusca, vitis riparia, etc...) e viníferas européias (para elaboração de vinhos finos).

Uvas tintas­­

Cabernet Sauvigno­n 
cabernet_sauvignon_2É uma antiga cultivar da região de Bordeaux, França, hoje plantada com sucesso em muitos países vitícolas. Atualmente é a vinífera tinta mais importante do Estado. É uma cultivar muito vigorosa e medianamente produtiva. Em vinhedos bem conduzidos  obtêm-se uvas aptas à elaboração de vinhos típicos, que podem  evoluir em qualidade com alguns anos de envelhecimento. Principais descritores aromáticos: pimentão verde, violeta, amora, cassis, ameixa, coco, baunilha, couro, cacau e tabaco. 
Merlot­ ­­
merlotgrapesÉ uma uva também originária da Região de Bordeaux. Possui cacho geralmente alado de tamanho médio e bagas pequenas. Quando elaborado com uva madura, seu vinho é redondo, aveludado, potente, rico em álcool e de coloração intensa. Devido à sua constituição fenólica, pode ser fermentado e amadurecido em barrica de carvalho. É um vinho que pode ser consumido puro ou cortado com outros vaietais, principalmente, com o Cabernet Sauvignon. Principais descritores aromaáticos: os mais complexos lembram trufas e são frutados, com características de ameixa, cereja preta, framboesa e groselia. 
Barbera ­
barbera_723983`Barbera` é originária da região norte da Itália. Além de grande expressão em seu país de origem, a `Barbera` também é cultivada na Argentina e no Brasil. Foi introduzida no Rio Grande do Sul no início do século XX, e seu cultivo se difundiu na Serra Gaúcha, a partir de 1925. Foi a principal vinífera tinta da região até 1983. A partir daí, cedeu espaço para viníferas tintas francesas como ´Cabernet Franc`, ´Merlot` e ´Cabernet Sauvignon`. É uma cultivar produtiva e bem adaptada no Rio Grande do Sul. A uva normalmente atinge elevado teor de açúcar e apresenta acidez também elevada. É sensível às podridões do cacho, havendo prejuízos em anos chuvosos durante o período de maturação. Origina vinho rico em extrato, com coloração intensa e acidez elevada. Com estas características, a `Barbera` poderia ser uma boa opção de uva tinta para a região nordeste do Brasil. ­Obs.: Na Serra Gaúcha existe uma outra cultivar vinífera, não identificada, difundida com o nome de `Barbera d´Asti`. 
Pinot Noir ­
pinot_noirO berço da `Pinot Noir` é a Borgonha, na França, onde é utilizada para a elaboração de vinhos tintos de alto conceito. Também ocupa lugar de destaque na região da Champagne, originando, juntamente com a `Chardonnay`, os famosos vinhos espumantes da região. É uma cultivar precoce, de ciclo curto, e por isso muito difundida em vários países da Europa setentrional. Foi introduzida no Brasil há mais de setenta anos, permanecendo nas coleções ampelográficas das estações experimentais. A difusão comercial da `Pinot Noir` no Rio Grande do Sul foi iniciada no final da década de 1970, sendo, aqui, utilizada para a elaboração de vinho tinto varietal e para champanha. Entretanto, é uma cultivar de difícil adaptação às condições do Estado em razão de sua alta susceptibilidade à podridão causada por Botrytis cinerea e a outras podridões da uva. Se ocorrer chuva durante a maturação, o que é normal no sul do Brasil, ­além das perdas diretas causadas pelas podridões, o vinho não apresenta sua tipicidade varietal. 
Pinotage ­
pinotage´Pinotage`é resultante do cruzamento ´Pinot Noir`x ´Cinsaut`, realizado na África do Sul pelo Prof. Peroldt, em 1922. Ela só foi propagada para testes em áreas comercias em 1952, e em 1959 foi consagrada ganhando o concurso de vinhos jovens da cidade do Cabo. O nome ´Pinotage` é uma combinação dos nomes ´Pinot` com ´Hermitage`, sendo esta uma denominação usada para a Cinsaut na África do Sul. Foi trazida para o Brasil em 1979, pela Maison Forestier, sendo cultivada experimentalmente nos vinhedos da empresa, em Garibaldi. A partir de 1990 começou a ser plantada comercialmente na Serra Gaúcha. É produtiva, resistente a podridões do cacho e apresenta ótimo potencial glucométrico (por razões já explicitadas), atingindo, normalmente, 20ºBrix a 22ºBrix, com uma acidez total ao redor de 110 mEq/L. Origina vinho frutado, apto a ser consumido jovem. 
Bonarda ­
bonardaÉ uma cultivar da região norte da Itália. Foi introduzida no Rio Grande do Sul em 1930, sendo logo difundida nos vinhedos da Serra Gaúcha. Durante muitos anos ocupou a segunda posição entre as viníferas tintas cultivadas no Estado, superada apenas pela `Barbera`. Com o incremento na difusão das viníferas francesas, a partir da década de 1970, a `Bonarda` foi desvalorizada no mercado, verificando-se rápida diminuição de sua área cultivada. É uma cultivar de brotação precoce, vigorosa e produtiva. Normalmente atinge boa graduação glucométrica, 19ºBrix a 20ºBrix, e origina ­vinho com boa cor e rico em extrato. 
Cabernet Franc ­
cabernet_franc_1Cultivar francesa da região de Bordeaux, a `Cabernet Franc` foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Agronômica de Porto Alegre, por volta de 1900. Na década de 1920 já era cultivada comercialmente pelos irmãos maristas em Garibaldi. Sua grande difusão no Estado, entretanto, ocorreu nas décadas de 1970 e 1980, tornando-se a base dos vinhos finos tintos brasileiros nesse período. A partir daí, foi superada pelas cultivares `Cabernet Sauvignon` e `Merlot` nos novos plantios de uvas tintas finas. `Cabernet Franc` adapta-se muito bem às condições da Serra Gaúcha, é medianamente vigorosa e bastante produtiva, proporcionando  colheita de uvas de boa qualidade, atingindo facilmente 18ºBrix a 20ºBrix, em vinhedos bem conduzidos. Origina vinho com tipicidade, apropriado para ser consumido ainda jovem. Em anos menos chuvosos durante o período de maturação o vinho é mais encorpado e
tem coloração mais intensa, apresentando considerável evolução qualitativa com alguns anos de envelhecimento. Na região do Vale do Loire, na França, é utilizada para a elaboração de vinhos rosados de alta qualidade. 
Gamay 
gamay_noir_1A Gamay é originária da Borgonha, frança. O cacho é pequeno e as bagas são de tamanho médio. O vinho geralmente jovem, fresco e com acidez relativamente elevada. O corpo é magro devido a uma franca composição em taninos. A cor varia de púroura a violeta e sua intensidade é de média a fraca. É um vinho para ser consumida jovem, mas há produtos de qualidade e com características para o envelhecimento. Principais descritores aromáticos: frutas vermelhas, como o morango. 
Syrah 
SyrahTambém conhecida como Shiraz, há até pouco tempo sua origem era desconhecida. Entretanto, segundo estudos recentes feitos com DNA, é provavelmente o cruzamento natural entre as variedades Mondeuse Blanche (branca e originária do Departamento de Savoie) e Dureza (tinta e originária do Departamento de Ardèche) e provavelmente ocorrido na Região do Vale do Rio Rhône, França. O cacho é de tamanho pequeno a médio e as bagas são pequenas. Quando elaborado com uva madura, o vinho tem potencial alcoólico, é apto ao envelhecimento e de ótima qualidade. Possui cor intensa, é aromático, fino e complexo. É tânico, estruturado e com acidez adequada. Não confundir com a Petite Sirah que, também segundo estudos recentes com DNA, é uma denominação qua na Califórnia engloba ema série de variedades, como a Durif, Pelorsin e Pinot Noir. Principais descritores aromáticos: trufas, tabaco, alcaçus e frutas vermelhas - groselha, mirtilo e framboesa - floral e especiarias.
Tannat 
tannatA Tannat é originária da Região Basca, sudoeste da França. Tem cacho grande e bagas médias ou pequenas. Hoje, é o vinho emblemático do Uruguai. É muito rico em compostos fenólicos, estruturado e de coloração muito intensa. Geralmente ácido, duro e nervoso. Se a uva é madura, o vinho envelhecido em barrica de carvalho torna-se relativamente redondo, mais suave e agradável. Sua coloração o credencia para ser usado tanbém em cortes com outros vinhos deficientes em cor. Tem características que permitem envelhecimento prolongado. Principais descritores aromáticos: frutas vermelhas, cassis, framboesa, ameixa e marmelo, caramelo e especiarias. 
Tempranillo 
tempranilloA Tempranillo é uma variedade originária de Rioja, Espanha, mas também em Portugal, com outras denominações. O tamanho do cacho varia de médio a grande e as bagas são médias. O vinho pode ser fino e complexo, é de boa qualidade, cor intensa e bem estruturado, mas geralmente com pouca acidez. Principais descritores aromáticos: frutas vermelhas - framboesa e morango - especiarias e tabaco. 
Touriga Nacional 

Touriga_Nacional
Originária de Portugal, possui cachos e bagas de tamanho médio. É utilizada na elaboração dos vinhos do Porto de qualidade e, também, de vinhos não-licorosos. O vinho é complexo e potente, com bom corpo, boa estrutura fenólica, cor relativamente intensa, podendo ser envelhecida por longo tempo. Principais descritores armáticos: aroma frutado, principalmente, de cassis. 
Sangiovese 
sangioveseA Sangiovese é originária da Toscana, Itália, possui cachos e bagas de tamanho médio. É utilizada na elaboração de vinhos Chianti e nos chamados Supertoscanos. É um vinho jovem para ser consumido no dia a dia, de corpo médio, tem uma cor vermelha rubino, tênue e agradável e de sabor enxuto e harmônico. Principais descritores aromáticos: Concentra aromas de amoras silvestres e carvalho. 
Bordô ­
bord___2É uma cultivar selecionada em Ohio, Estados Unidos, por Henry Ives, a partir de sementeira estabelecida em 1840. Tem importância comercial só no Brasil, onde foi introduzida em 1904, procedente de Portugal. Foi inicialmente difundida no Rio Grande do Sul, depois em Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais. É uma cultivar muito rústica e resistente a doenças fúngicas, normalmente plantada de é-franco. A uva apresenta alta concentração de matéria corante, motivo principal de sua significativa difusão. Origina vinho e suco intensamente coloridos que, em cortes, servem para a melhoria da cor dos produtos à base de `Isabel` e de `Concord`. Participa, embora em pequena escala, do mercado de uvas in natura, sendo utilizada como uva de mesa e também para a elaboração de suco de uva caseiro. 
Concord ­
concord_2Tradicional cultivar de Vitis labrusca, a ´Concord` é originária de Massachussets, Estados Unidos, onde foi a uva mais popular no final do século XIX, sendo utilizada para consumo in natura e para a elaboração de vinho e de suco. Foi trazida para o Rio Grande do Sul na segunda metade do século XIX, ganhando ampla difusão nas várias regiões do Estado e sendo, em seguida, levada para Santa Catarina e para o Paraná. Com o início da produção de suco de uva concentrado, em meados da década de 1970, houve aumento da demanda desta uva e conseqüente crescimento da área plantada na Serra Gaúcha. É uma cultivar de alta rusticidade, normalmente cultivada de pé-franco e, muitas vezes, dispensando tratamentos com fungicidas. Para a obtenção de boas produções comerciais, entretanto, normalmente são feitas algumas pulverizações. ´Concord` é relativamente precoce, medianamente vigorosa e bastante produtiva quando bem cultivada. O teor de açúcar é baixo, entre 13ºBrix e 16ºBrix. Entretanto, pelas suas características de aroma e sabor, ainda é a cultivar preferida para a elaboração de suco. 
Isabel ­
isabelA `Isabel` é tida como um híbrido natural de Vitis labrusca x Vitis vinifera. Segundo registros, originou-se de semente na Carolina do Sul, Estados Unidos, antes de 1800. Daí foi levada para o norte por Isabella Gibbs, expandindo-se rapidamente na costa leste do país. Entre 1820 e 1830 foi levada para a Europa onde alcançou grande difusão. Foi introduzida em São Paulo entre1830 e 1840, chegando ao Rio Grande do Sul pela Ilha dos Marinheiros entre 1839 e 1842. Teve rápida expansão em todos os estados vitícolas do Brasil, constituindo-se na base do desenvolvimento da vitivinicultura brasileira. `Isabel` é uma cultivar de alta fertilidade e rusticidade, proporcionado colheitas abundantes com poucas intervenções de manejo. Tem o sabor característico das labruscas, adaptando-se a todos os usos: é consumida como uva de mesa; usada para a elaboração de vinhos branco, rosado e tinto, os quais, muitas vezes, são utilizados para a destilação ou para a elaboração de vinagre; origina suco de boa qualidade; pode ser matéria prima para o fabrico de doces e geléias. É a cultivar mais plantada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Também vem apresentando boa performance no Triângulo Mineiro e no Mato Grosso, onde poderá ser uma boa ­opção para a elaboração de suco. 

Uvas brancas

Chardonnay 
chardonnayA Chardonnay é uma variedade que tem sua origem na Borgonha, França. Os cachos e as bagas são pequenos. Apresenta bom potencial para produção de açúcar, porém conserva sua acidez. O vinho Chardonnay é potente, tem bom volume de boca e pode apresentar grande complexibilidade aromática. No Brasil, o Chardonnay é jovem e fresco, mas apresenta composição que favore a fermentação em barrica de carvalho. Sua característica pode ser diferente, dependendo do método de fermentação utilizado. Destina-se, também, à elaboração de champagnes, espumantes e vinhos licorosos. É um dos vinhos de maior aceitação no mercado. Principais descritores aromáticos: maçã, citrus, abacaxi, pêssego, melão e maracujá; baunilha e manteiga. 
Sauvignon Blanc 
sauvignon_blancProvavelmente provenha das regiões centrais ou do sudeste da França. Tem cachos e bagas pequenos. Os vinhos vinhos são secos, elegantes, finos e típicos. Pode ser utilizada para a elaboração de vinho licoroso de grande qualidade, como os botritizados. Principais descritores aromáticos: vegetal, frutado - citrus, damasco, pêssego, avelã, maracujá - floral e manteiga. 
Moscato ­
moscato_biancoSob esta denominação, há uma série muito grande de variedades. A maior delas tem sua origem provavelmente no Oriente Médio. O Moscato Branco tem cachos e bagas grandes. Pode dar origem a vinhos secos ou licorosos, com grande tipicidade devida ao caráter varietal de moscato. O Moscato, produzido no Vale do São Francisco, possui cacho pequeno e bagas médias ou pequenas e destina-se especialmente à produção de espumante moscatel e vinho licoroso. Isso deve ao seu potencial de açúcar, sabor intenso e delicado de moscato. Principais descritores aromáticos: flores brancas e forte característica do sabor moscato. 
Riesling Renano 
rielsing_renanoA variedade Riesling Renano, originária do Vale do Rio Reno, é mais difundida no mundo que a Riesling Itálico. Tem cachos e bagas pequenos. O vinho é de alta qualidade, agradável, de bom equilíbrio, açúcar, acidez e muito aromático. Pode ser utilizada, também, para a elaboração de excelentes vinhos licorosos quando a uva é supermadura ou quando apresenta podridão nobre. Principais descritores aromáticos: flores brancas, frutas - citrus, pêssego, damasco, masco, abacaxi, mel e minerais. 
Pinot Grigio 
pinot_grigio_1É uma variedade originária da Bourgogne, França. Possui película de cor "cinza", podendo ser mais intensa nas regiões meridionais. Amadurece quase na mesma época que a Pinot Noir. É uma variedade relativamente vigorosa, mas não muito produtiva. É adaptada a solos profundos, secos e bem expostos. Adapta-se bem ao frio, mas é sensível à podridão cinzenta e ao míldio. Possui cachos e bagas pequenos ou muito pequenos. O vinho resultande é branco, possante e encorpado. Principais descritores aromáticos: frutas de polpas brancas, melão e pêssego. 
Peverella 
peverella_1Esta casta, originária do sul do Tirol, foi trazida para o Rio Grande do Sul no início do século XX por João Dreher Filho. Sua difusão na Serra Gaúcha ocorreu a partir da década de 1920, estimulada principalmente pela empresa Dreher. Na década de 1940 era a principal vinífera branca cultivada no Estado, mantendo-se em posição de destaque nesse grupo até a década de 1970. É uma cultivar vigorosa que, entretanto, apresenta o inconveniente da alternância de produção. Chega a 30 t/ha em anos férteis e não atinge 10 t/ha nos anos menos produtivos. Apresenta boa resistência a doenças fúngicas, especialmente às podridões do cacho, e normalmente é colhida com 15°Brix a 16°Brix. Origina vinho de boa qualidade, normalmente utilizado para cortes. A área cultivada com `Peverella` vem decrescendo há vários anos por causa, principalmente, do declínio provocado por vírus e a sua alternância de produção, associados a um maior estímulo para o plantio de outras viníferas por parte da indústria vinícola.
Prosecco 
prosecco_1Estudos ampelográficos, realizados a partir de 1979, mostram que a cultivar encontrada nos vinhedos de Bento Gonçalves, com o nome de `Biancheta Bonoriva`, é, na realidade, a `Prosecco`. Não há registros sobre sua difusão, mas, segundo informações dos viticultores, ela é plantada há muitos anos neste município. Mais recentemente, no final da década de 1970, Ítalo Zanella, empresário e viticultor de Farroupilha, importou mudas de `Prosecco` da Itália para plantio em sua propriedade. Este material serviu de base para novos plantios na região a partir de 1980. É uma cultivar do norte da Itália, onde é utilizada para a elaboração de conceituado vinho espumante. Apresenta bom desempenho agronômico na Serra Gaúcha, porém, em virtude da precocidade de brotação, pode sofrer danos causados por geadas tardias em áreas susceptíveis. A exemplo do que ocorre na Itália, também aqui origina espumantes de boa qualidade. 
Sémillon 
semillonSauternes, na França, é o berço da `Sémillon`. É a principal cultivar branca da região de Bordeaux, onde é utilizada principalmente para a elaboração de famosos vinhos licorosos naturais, como os das denominações Sauternes, Barsac e Montbazillac. Foi trazida para a Serra Gaúcha pela Estação Experimental de Caxias do Sul em 1921, procedente dos vinhedos Vila Cordélia, de São Paulo. Relatos desta instituição indicavam a `Sémillon´ como uma vinífera promissora para a região ainda na década de 1930, quando já era cultivada pelos irmãos maristas em Garibaldi. A grande difusão desta cultivar na região, entretanto, ocorreu a partir do início da década de 1970, com grande participação da Estação Experimental de Caxias do Sul. O volume de uvas vinificadas de `Sémillon´ chegou a superar 7,3 milhões de kg no ano de 1985. Daí em diante, a produção declinou emconseqüência da política de preços mínimos que favoreceu outras cultivares. É uma cultivar de vigor médio, produtiva e muito bem adaptada às condições da Serra Gaúcha. Aqui, origina vinho neutro, normalmente utilizado em cortes com outros vinhos finos, sendo também usado como varietal. 
Trebiano 
trebbianoCultivar italiana da região de Toscana, a `Trebbiano` tem grande difusão no mundo vitícola. É bastante cultivada na Itália, onde origina vinhos brancos secos e participa da composição do Chianti. É extensamente cultivada na França para a elaboração de vinhos para a destilação em Cognac e em Armagnac, além de participar da composição de vinhos de várias denominações de origem. Também está presente nos vinhedos da Bulgária, Grécia, Austrália, África do Sul, Estados Unidos, México, Argentina e Uruguai. Faz parte da história do cultivo de viníferas no Rio Grande do Sul, tendo sido uma das primeiras castas desse grupo a serem cultivadas no Estado. Já na década de 1930 era a vinífera mais propagada na Serra Gaúcha, destacando-se pela sua adaptação e produtividade. Representou, até 1973, mais de 50% da uva vinífera branca produzida na região da Serra. Também é cultivada na região da fronteira, em Santana do Livramento, e no Vale do Rio do Peixe, em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, é utilizada para a elaboração de vinho varietal, normalmente comercializado com os nomes de `Ugni Blanc` ou `Saint Émillion`, para a produção de espumantes e para cortes com outros vinhos finos de mesa.
Gewurztraminer 
gewurztraminerReferências indicam a `Gewurztraminer` como uma mutação somática da `Traminer Blanc`, uma cultivar provavelmente originária do Tirol Italiano. Foi levada para a Alemanha no século XVI, onde teria sido denominada `Traminer Rother` (´Traminer Rosa`). Na Alemanha, na região do Palatinado, duas formas rosadas foram distinguidas pela seleção: a `Savagnin Rose`, não aromática, e a `Gewurztraminer`, aromática. Foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Bento Gonçalves, em 1948, procedente da França. Entretanto, só foi difundida comercialmente no Estado a partir do final da década de 1970, sendo cultivada na Serra Gaúcha e em Santana do Livramento. É uma cultivar de difícil cultivo por causa da alta susceptibilidade ao declínio e morte de plantas e à podridão cinzenta da uva, causada por Botritys cinerea. Além disso, é uma cultivar de baixa produtividade. O conjunto destes fatores, após um período inicial de euforia, determinou a redução da área plantada com esta cultivar no Rio Grande do Sul. O vinho de `Gewurztraminer` é reconhecido internacionalmente pela fineza e intensidade de aroma e sabor. É um dos principais varietais produzidos na região da Alsácia, na França. 
Malvasia Amarela 
malvasia_amarela`Malvasia Amarela` foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Bento Gonçalves, em 1960, procedente da Estação Experimental de Caldas-MG, sob a denominação de `Malvasia de Lípari`. Na verdade, não é `Malvasia de Lípari`. Trata-se, possivelmente, da `Malvasia Bianca di Candia` descrita na ampelografia italiana. Demonstrou bom comportamento nos experimentos de Bento Gonçalves, sendo logo depois difundida nos vinhedos da região, principalmente neste município e em Garibaldi. Não se tem idéia exata da importância desta cultivar na região porque ela, assim como outras cultivares, é comercializada sob a denominação genérica `Malvasia`. É utilizada para a elaboração de vinho branco neutro, usado em corte com outros vinhos finos de mesa ou como vinho base para a elaboração de espumantes. 
Malvasia Bianca 
malvasia_biancaA `Malvasia Bianca` foi introduzida no Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1970, procedente da Universidade da Califórnia. Avaliada pela pesquisa, demonstrou bom desempenho produtivo na Serra Gaúcha, surgindo como uma alternativa de uva aromática para a região. A partir de unidades de observação instaladas no campo de testes da Cooperativa Vinícola Aurora Ltda e em propriedades de viticultores, começou a ser plantada comercialmente em meados da década de 1980. Origina vinho acentuadamente moscatel que pode ser comercializado como varietal, ser usado como fonte de aroma em cortes com outros vinhos ou ­servir como base para espumantes. 
Riesling Itálico 
riesling_italicoA origem da Riesling Itálico não está definida, pois se tem notícia de seu cultivo em vários países europeus como a França, Alemanha, Itália e Romênia. O cacho e a baga são pequenos ou médios. Elaborado com uva não suficientemente madura, o vinho tem pouco corpo e é ácido. Mas se a uva for madura, ele é equilibrado, delicado, agradável, fresco e aromático. Das duas Riesling é a mais cultivada no Brasil e seu vinho deve ser consumido jovem. Principais descritores aromáticos: flores brancas e frutas - citrus, maçã e abacaxi. 
Malvasia Di Candia 
malvasia_de_candia`Malvasia di Candia` é uma vinífera italiana, cultivada, sobretudo, nas regiões de Piacenza e Parma. Foi difundida no Rio Grande do Sul pela Companhia Vinícola Riograndense, que a cultivou nos municípios de Flores da Cunha, Caxias do Sul e Pinheiro Machado, para elaborar um vinho varietal suave, tipicamente aromático. Embora apresente bom desempenho agronômico e intenso e agradável aroma ­moscatel não alcançou grande difusão no Estado. 
Malvasia Verde 
Malvasia_verde._000000002`A cor esverdeada da película da uva deu à `Malvasia di Lipari` a denominação regional de `Malvasia Verde`, utilizada na Serra Gaúcha. É uma antiga casta que, segundo a ampelografia italiana, deve ter sido levada por colonizadores gregos para a ilha de Salina, na Itália, por volta de 588 a.C.. Embora não se disponha de informações sobre a procedência e data de entrada no Rio Grande do Sul, sabe-se que ela foi uma das primeiras uvas viníferas cultivadas no Estado. Na década de 1930, a `Malvasia`, possivelmente esta, era uma das viníferas brancas mais disputadas pela indústria vinícola nos municípios de Bento Gonçalves e Garibaldi. É uma cultivar produtiva e resistente às podridões do cacho. Origina vinho branco neutro, normalmente utilizado para cortes com outros vinhos finos ou como vinho base para a elaboração de ­espumantes. 
Viognier 
ViognierÉ uma variedade originária das encostas do Rio Ródano, França. É de maturação média a tardia e se adapta bem em solos profundos mas não muito férteis. Tem brotação precoce, o que poe acarretar prejuízos quando exposta a geadas tardias. Possui certa resistêncià maior parte das fúngicas. Possui cachos e bagas pequenos. Seu vinho é muito aromático, complexo e de qualidade. Pode ser alcólico e grao, mas, dependendo das condições, pode ter pouca acidez. Principais descritores aromáticos: flores brancas e frutas de caroço. ­ 
Níagara 
niagara_brancaCultivar de Vitis labrusca, a `Niágara Branca` foi selecionada do cruzamento ´Concord` x ´Cassady`, realizado no condado de Niagara, Nova Iorque, em 1868. Logo difundiu-se nos Estados Unidos, sendo ainda bastante cultivada naquele país como uva de mesa e para a elaboração de vinho e suco. Entrou no Brasil pelo Estado de São Paulo, onde foi introduzida pelo fruticultor Benedito Marengo, em 1894. Ganhou expressão a partir de 1910, sobrepujando a `Isabel` como uva de mesa nos anos subseqüentes. De São Paulo expandiu-se para vários estados brasileiros, sendo amplamente difundida no sul e sudeste do país como uva de fundo de quintal, em face de sua rusticidade e resistência a doenças. Destacam-se, atualmente, como produtores de `Niágara Branca` o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. É utilizada principalmente como fonte de matéria prima para a elaboração de vinho, muito típico por suas características de aroma e sabor, amplamente aceito pelo consumidor brasileiro. Perdeu espaço como uva de mesa para a `Niágara Rosada`. 
Níagara Rosada 
niagara_rosada._000000005É uma mutação somática da `Niágara Branca`, detectada em parreiral do Sr. Antônio Carbonari, em 1933, no município de Louveira, São Paulo. Distingue-se da forma original, branca, pela intensa cor rosada das bagas. Difundiu-se rapidamente, substituindo a `Niagara Branca` como uva de mesa, em virtude de o consumidor brasileiro preferir uvas rosadas para consumo in natura. É a principal uva de mesa cultivada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no sudeste de São Paulo. Nos últimos anos, vem sendo plantada nas regiões tropicais do Brasil, especialmente no noroeste de São Paulo, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e no norte de Minas Gerais. Como resultado, já começa a aparecer no mercado em períodos de entressafra das regiões tradicionais, com perspectivas de grande expansão nos próximos anos. Além dos plantios comerciais, a `Niagara Rosada` apresenta ampla difusão em pequenos parreirais para consumo doméstico, devido a sua produtividade e rusticidade. 
Goethe 
goetheA cultivar difundida em todo o Rio Grande do Sul e em Santa Catarina sob a denominação `Goethe` ou alguma das sinonímias acima é, na verdade, uma cultivar de Vitis labrusca ainda não identificada, diferente da `Goethe`. Registros históricos dão conta que esta cultivar era plantada em várias regiões do Estado já nas décadas de 1920 e de 1930. Possivelmente, foi aqui introduzida juntamente com outras uvas americanas, como `Isabel` e `Concord`, na segunda metade do século XIX. Atualmente, as maiores concentrações de vinhedos desta cultivar estão nos municípios de Jaguari, onde origina um vinho típico regional, e de Farroupilha, onde também é utilizada para a elaboração de vinho característico. É uma cultivar muito rústica, resistente a doenças fúngicas e, normalmente, plantada de pé-franco. Também tem sido usada, em pequena escala, como porta-enxerto. Caracteriza-se pelo alto vigor, cachos pequenos soltos, bagas esféricas, rosadas, película espessa. As bagas, quando maduras, desprendem-se facilmente do engaço. Origina vinho branco intensa e tipicamente aromático, muito apreciado por alguns, detestado por outros. A verdadeira `Goethe` é cultivada em pequena escala, tanto no Rio Grande do Sul como em Santa Catarina, com o nome `Martha`. 
Flora 
flora`Flora` é uma cultivar de Vitis vinifera, resultante do cruzamento `Sémillon` x `Gewurztraminer`, selecionada pelo Prof. H. P. Olmo, da Universidade da Califórnia. Foi trazida para o Rio Grande do Sul pela Estação Experimental de Caxias do Sul, em 1965. Destacou-se entre outras viníferas pelo comportamento produtivo e qualidade da uva obtidos nos experimentos conduzidos na Serra Gaúcha. Entretanto, os primeiros plantios comerciais desta cultivar no Estado foram feitos em Santana do Livramento, pela empresa National Distillers, em meados da década de 1970, onde também apresentou bom desempenho. Ganhou espaço nos vinhedos da Serra Gaúcha a partir de 1990. `Flora` é bastante resistente às podridões do cacho, porém, é sensível à antracnose. Apresenta elevado potencial glucométrico e acidez equilibrada. Tem sido usada para a elaboração de vinho branco varietal e também para espumantes, originando produtos de qualidade, com aroma e buquê característicos. 

Fonte: CD Cadastro Vitícola Embrapa Uva e Vinho; Manual do Vinho 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Adega Don Guerino

Adega Don Guerino Alto Feliz RS

Foto: Carlos Cunha


Vou falar de um vinho tinto Teroldego:

Elaboração clássica aonde 50% do vinho estagia 6 meses em carvalho, com coloração vermelha rubi intensa, com aromas a chocolate, frutas vermelhas maduras, vinho equilibrado com taninos macios e retrogosto agradavel.

Texto: Carlos Cunha 


Foto: Carlos Cunha